Práticas Artísticas na Educação Infantil: Brincando com a Magia de Orixás

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26514/inter.v12i34.4718

Palavras-chave:

Práticas Artísticas. Corpos Brincantes. Cultura Africana. Educação Infantil.

Resumo

Este artigo aborda alguns recortes de minha dissertação de Mestrado em Artes Cênicas/UFRN, sobre práticas artísticas - dança, teatro e música - na Educação Infantil a partir do universo de orixás. Têm o objetivo de explicitar como a arte e a educação podem promover abordagens positivas sobre as relações étnico-raciais, com foco na cultura africana em intervenção escolar. Autores fundamentaram o percurso teórico-metodológico com embasamentos afro-referenciados, dentre os quais destaco: Raul Lody e Jorge Sabino (2011), Sandra Petit (2015), Leda Maria Martins (2003) e Kiusam de Oliveira (2009, 2010). Foi proposta uma metodologia lúdica com foco nas experiências de performances dos corpos brincantes de crianças, com um grupo de 5 a 6 anos, no NEI/Cap/UFRN. No locus da pesquisa, foram realizadas oficinas artísticas com uso de contações de histórias e jogos/brincadeiras corporais, além do recurso de desenhos. Os resultados evidenciaram a importância do envolvimento das crianças, nas criações afro-brincantes, artísticas, poéticas e no processo de ensino e aprendizagem na escola. Constatou-se possibilidades de respeito e valorização da diversidade cultural brasileira junto às crianças, que brincaram e encantaram-se com a magia de orixás,de mãos dadas com a arte e a educação formal.

 

Referências

BRASIL. Lei 10.639/2003, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei nº 9. 394, de 20 de dezembro de 1996. Brasília: Diário Oficial da União, Poder Executivo, 2003.

__________. Ministério da Educação. Plano nacional de implementação das diretrizes curriculares nacionais: Educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana. Brasília: MEC, 2009.

FORD, Clyde W. O Herói com rosto africano: Mitos da África. São Paulo: Summus, 1999.

MARTINS, Leda. PERFORMANCES DA ORALITURA: CORPO, LUGAR DA MEMÓRIA. Letras, [S.l.], n. 26, p. 63-81, jun. 2003. ISSN 2176-1485. Disponível em: <https://periodicos.ufsm.br/letras/article/view/11881>. Acesso em: 30 mar. 2020. doi:http://dx.doi.org/10.5902/2176148511881.

MERLEAU-PONTY, Maurice. Psicologia e pedagogia da criança. São Paulo: Martins Fontes, 2006.

OLIVEIRA, Kiusam Regina de. Omo-oba: Histórias de princesas. Belo Horizonte: Mazza, 2009.

__________. Religiosidade de Matriz Africana: Desconstruindo Preconceitos. In: BRANDÃO, Ana; TRINDADE, Azoilda. (Orgs.). Modos de brincar: caderno de atividades, saberes e fazeres. Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho, 2010.

PETIT, Sandra Haydée. Pretagogia: Pertencimento, corpo-dança afroancestral e tradição oral africana na formação de professoras e professores. Fortaleza: EdUECE, 2015.

PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos orixás. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.

SABINO, Jorge e LODY, Raul. Danças de matriz africana: antropologia do movimento. Rio de Janeiro: Pallas, 2011.

ZENICOLA, Denise Mancebo. Performance e ritual: A dança das Iabás no Xirê. Rio de Janeiro: FAPERJ, 2014.

Downloads

Publicado

2021-06-18

Como Citar

Franco Braga, L. F. (2021). Práticas Artísticas na Educação Infantil: Brincando com a Magia de Orixás. INTERFACES DA EDUCAÇÃO, 12(34), 463–486. https://doi.org/10.26514/inter.v12i34.4718