O ensino de química para surdos em cursos técnicos integrados ao ensino médio

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Autores

DOI:

https://doi.org/10.61389/inter.v14i40.5844

Palavras-chave:

Ensino de surdos, Ensino de química, Educação profissional e tecnológica, Língua Brasileira de Sinais

Resumo

Este artigo tem a finalidade de apresentar discussões e reflexões acerca do ensino de Química para estudantes surdos nos Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio (CTIEM) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IFSC). De natureza aplicada, a pesquisa foi realizada a partir dos conceitos da pesquisa participante, de abordagem qualitativa, com 18 professores de Química do IFSC. Os resultados apontam para a carência na formação acadêmica dos professores, para a falta de recursos didáticos bilíngues na área de ensino de Química e para a escassez de termos específicos de Química em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), resultando em estratégias de ensino de Química pouco eficazes para estudantes surdos. Indicam, também, ser fundamental a interação entre o professor e intérprete de LIBRAS, pois são sujeitos participantes do processo formativo de estudantes surdos e, embora possuam saberes distintos, necessitam dialogar na perspectiva de contribuir em defesa de uma educação de qualidade para todos.

Biografia do Autor

Roberta Pasqualli, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina

Doutora em Educação - UFRGS

Docente do Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnlógica - ProfEPT.

Docete do IFSC.

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Publicado

06-11-2023

Como Citar

Pasqualli, R., & Raizer, K. Z. M. (2023). O ensino de química para surdos em cursos técnicos integrados ao ensino médio. INTERFACES DA EDUCAÇÃO, 14(40), 599–618. https://doi.org/10.61389/inter.v14i40.5844

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