História da Educação de pessoas cegas na Paraíba
DOI:
https://doi.org/10.61389/49dfrb66Palavras-chave:
História da Educação, Deficiência, Imprensa, Pessoa Cega, ParaíbaResumo
Este artigo analisa as experiências de educação destinadas a pessoas cegas no Asylo de Mendicidade da Paraíba, no período de 1913 a 1944, problematizando as relações entre assistência, filantropia, higienismo e iniciativas educativas no contexto da Primeira República e das primeiras décadas do século XX. Fundamentado na História Cultural em diálogo com a Educação, o estudo mobiliza como principais fontes a imprensa paraibana, especialmente os jornais O Norte e A União, compreendidos como instâncias produtoras de discursos e representações sociais. A investigação evidencia que, embora o Asylo não tenha sido criado como instituição escolar, nele circularam propostas de instrução musical, alfabetização e formação laboral dirigidas a internos cegos, revelando tensões entre controle social e possibilidades educativas. Os registros analisados indicam que a presença recorrente de pessoas com deficiência visual mobilizou debates públicos acerca da criação de seções específicas de ensino e que esse movimento contribuiu para a emergência do Instituto dos Cegos da Paraíba, em 1944. Conclui-se que a História da Educação de pessoas cegas no estado resulta de um processo histórico mais amplo, anterior à institucionalização formal.
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