O suposto roubo atribuído à “empregadinha de 9 annos de edade”

análise dos desdobramento de uma queixa-crime envolvendo espancamento infantil na cidade de Santa Maria, RS (1928)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.61389/inter.v16i45.8504

Palavras-chave:

História da Educação, Punição, Violência, Infância

Resumo

Percebendo que em determinadas épocas e sociedades a prática corretiva, envolvendo punições e castigos, foi considerada como um processo educativo, buscamos no presente artigo apresentar os desdobramentos de um processo policial envolvendo uma menor de idade que ocorreu na cidade de Santa Maria, RS no ano de 1928. A partir de uma perspectiva teórica e metodológica advinda dos estudos foucaultianos, analisamos os prolongamentos jurídicos de uma queixa de espancamento, cuja defesa do acusado declarou se tratar tão somente de uma prática corretiva, cuja finalidade era coibir os pequenos delitos da ré. Inscritas nos códigos penais à época, evidenciamos que as violências sobre os sujeitos infantis eram um fenômeno derivado de múltiplos determinantes sociais, portanto passíveis de análise histórica e potencialmente originais para investigações no campo da História da Educação, da Infância e dos Jovens.

Biografia do Autor

Fernando Ripe, Universidade Federal de Pelotas

Doutor em Educação pela Universidade Federal de Pelotas-UFPel. Mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-UFRGS. Especialista em Educação Matemática pela Universidade Luterana do Brasil-ULBRA. Graduado em Licenciatura em Matemática pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-UFRGS e História pelo Centro Universitário de Maringá - Unicesumar. Professor na Faculdade de Educação (FaE) e nos Programas de Pós-Graduação em Educação (PPGE) e Educação Matemática (PPGEMAT) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Faz parte do Centro de Estudos e Investigações em História da Educação (Ceihe/UFPel) e do Cultura e Educação nos Impérios Ibéricos (CEIbero/UFMG). Temáticas de interesse: Filosofia e História da Educação (e) Matemática, História da Infância, século XVIII, teorizações foucaultianas, práticas educativas escolares e não-escolares. Foi coordenador do GT de História da Educação (ANPUH-RS) e atual presidente da Associação Sul-rio-grandense de pesquisadores em história da educação (ASPHE). E-mail: fernandoripe@yahoo.com.br

Marcelo Marin Alves, Universidade Federal de Pelotas (UFPel)

Bacharel em Direito pela Faculdade Anhanguera do Rio Grande (2019). Cursando Formação Pedagógica para Graduados não Licenciados no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia campus Rio Grande. Mestrando em Educação na Universidade Federal de Pelotas. Linha de pesquisa: Filosofia e História da Educação. Membro do Centro de Estudos e Investigações em História da Educação (Ceihe/UFPEL). Temáticas de interesse: Filosofia e História da Educação. E-mail: marcelomarinalves@gmail.com

Laryssa Celestino Serralheiro, Universidade Federal de Pelotas (UFPel)

Mestra em Educação pela Universidade Federal de Pelotas - UFPel (2023). Licenciada em Pedagogia pela Universidade Federal do Rio Grande - FURG (2021). Especialista em Gestão Escolar pela Faculdade UniBF (2022). Atuou como Bolsista no Programa de Apoio aos Estudantes com Necessidades Específicas - PAENE (2019) e no programa de Apoio Pedagógico para Estudantes Indígenas e Quilombolas (APEIQ) (2020-2021). Participa como integrante do Centro de Estudos e Investigações em História da Educação (CEIHE/UFPel). Temas de Interesse: História da Educação; História da Infância.

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Publicado

13-01-2026

Como Citar

Ripe, F., Alves, M. M., & Serralheiro, L. C. (2026). O suposto roubo atribuído à “empregadinha de 9 annos de edade”: análise dos desdobramento de uma queixa-crime envolvendo espancamento infantil na cidade de Santa Maria, RS (1928). INTERFACES DA EDUCAÇÃO, 16(45), 193–215. https://doi.org/10.61389/inter.v16i45.8504

Edição

Seção

Artigos de Fluxo Contínuo