O “outro” tem lugar no currículo?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.61389/inter.v16i45.8715

Palavras-chave:

Conhecimento, Currículo, Pós-estruturalismo

Resumo

O texto apresenta reflexões decorrentes do desenvolvimento de pesquisas realizadas com professores atuantes na educação básica nas redes estaduais e municipais de ensino do Estado do Rio de Janeiro. A pesquisa foi realizada durante a pandemia de COVID-19. Para organizar o experimento, foram utilizadas conversas online, nas quais foi possível identificar significados realistas de conhecimentos e concepções de currículo próximos daqueles articulados em políticas curriculares que os participantes tendem a chamar de neoliberais e afirmam discordar. Nas conversas online, por meio da Plataforma ZOOM, foram identificados significados de currículo como programa que projeta um determinado futuro no presente com o objetivo de controlar e padronizar vidas com uma determinada finalidade social desejada. As contribuições de aportes pós-estruturais e pós-fundacionais permitem compreender que são significações de currículo, apoiadas em sentidos realistas do conhecimento, compartilhadas por diferentes projetos educacionais modernos, inclusive aqueles reconhecidos como emancipatórios. Com essa compreensão, o objetivo desse texto é desenvolver argumentos para defender que a articulação desses sentidos cria constrangimentos para que o outro, entendido como pura diferença, se concretize como presença nas escolas. Comprometem que a educação se realize como projeto democrático.

Biografia do Autor

Talita Pereira, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Bolsista Produtividade em pesquisa 2 CNPq desde 2020. Jovem Cientista do Nosso Estado FAPERJ desde 2018. Procientista UERJ. Orientadora de mestrado e doutorado desde 2015. Professora Titular na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), lotada na Faculdade de Educação da Baixada Fluminense. Docente do corpo permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação (PROPEd-UERJ) onde atuou como Coordenadora entre 2021 e 2023. Também foi Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação (PPGECC-UERJ) entre 2014 e 2017. Líder do Grupo de Pesquisa Conhecimento, Currículo e avaliação (CONCAVA/CNPQ). Assessora Área Educação FAPERJ desde 2022. Coordenadora do GT-Currículo - GT 12- da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (2023-2025). Integra Rede Latino-Americana de Estudos Curriculares (CurriculoLatinoAmerica). Foi Secretária geral da Associação Brasileira de Currículo (ABdC) entre 2021 e 2023. Integra o Conselho Consultivo da sub-Reitoria de Pesquisa da UERJ 2019-2021 e o Comitê PIBIC- Área de Ciências Humanas. Atuou como docente da Educação Básica de 1985 a 2012. Produção acadêmica orientada principalmente para os seguintes temas: Currículo; Políticas curriculares, Currículo e Avaliação da Aprendizagem, Cultura; Conhecimento, Formação Docente, ensino de Ciências nos anos iniciais de escolarização.

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Publicado

13-01-2026

Como Citar

Pereira, T. (2026). O “outro” tem lugar no currículo?. INTERFACES DA EDUCAÇÃO, 16(45), 69–86. https://doi.org/10.61389/inter.v16i45.8715

Edição

Seção

Artigos de Fluxo Contínuo