Ser tradicional ou ser inovador?

O hibridismo teórico-metodológico como fundamento da prática curricular

Autores

DOI:

https://doi.org/10.61389/inter.v16i45.8822

Palavras-chave:

Hibridismo Curricular, Inovação, Ensino Médio, prática docente

Resumo

Este artigo discute o hibridismo teórico-metodológico na prática curricular de docentes do ensino médio de uma escola pública paraense. Partindo da ideia de que diferentes abordagens pedagógicas podem orientar a ação educativa de docentes na escola, assumimos como objetivo nesta pesquisa compreender como as abordagens tradicional e inovadora se manifestam na prática curricular de professores do ensino médio de uma escola localizada na Amazônia paraense, região norte do Brasil. Para alcançá-lo, optamos por realizar um estudo de caso que utilizou a entrevista como técnica de coleta dos dados. Os resultados indicam que os professores combinam a inovação com elementos do ensino tradicional, resultando em um hibridismo curricular. Esse modelo de ensino se baseia em uma diversificação de tendências teóricas, permitindo aos docentes atingirem seus objetivos de escolarização. Além disso, o hibridismo representa uma intervenção que valoriza o saber transmitido na escola, ampliando as possibilidades de acesso ao conhecimento pelos educandos.

Biografia do Autor

Carlos Afonso Ferreira dos Santos, Universidade Federal do Pará

Mestre em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Currículo e Gestão da Escola Básica (PPEB). Graduado em Licenciatura em Educação Física pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Professor substituto da Universidade Federal do Pará (UFPA), da carreira de Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT), lotado na Unidade Acadêmica Escola de Aplicação. Docente do curso de Educação Física da Universidade da Amazônia (UNAMA), campus Ananindeua. Pesquisador no Grupo de Pesquisa em Práticas Pedagógicas para o Ensino na Educação Básica (GPRAPE). Membro do Coletivo Luta Marajoara. Tem interesse nos seguintes objetos de estudo e pesquisa: Educação Física Escolar, Inovação pedagógica, Currículo e Luta Marajoara.

Malena de Souza Miranda, Universidade Federal do Pará/Núcleo de Estudos Transdisciplinares em Educação Básica

Mestre em Currículo e Gestão da Educação Básica pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Graduada em Licenciatura em Ciências Biológicas – UFPA. Vinculada ao Grupo de Pesquisa em Práticas Pedagógicas para o Ensino na Educação Básica (GPRAPE). Filiada à Universidade Federal do Pará/Núcleo de Estudos Transdisciplinares em Educação Básica.

Marcio Antonio Raiol dos Santos, Universidade Federal do Pará/Núcleo de Estudos Transdisciplinares em Educação Básica

Doutor em Educação. Professor Titular da Universidade Federal do Pará (UFPA). Docente do Núcleo de Estudos Transdisciplinares da Educação Básica – NEB/UFPA e Docente Permanente do Programa de Pós-Graduação em Currículo e Gestão da Escola Básica – PPEB/UFPA. Líder do Grupo de Pesquisa em Práticas Pedagógicas para o Ensino na Educação Básica (GPRAPE). Filiado à Universidade Federal do Pará/Núcleo de Estudos Transdisciplinares em Educação Básica.

Referências

ANDRÉ, M. O que é um estudo de caso qualitativo em educação? Revista da FAEEBA – Educação e Contemporaneidade, Salvador, v. 22, n. 40, p. 95-103, jul./dez. 2013.

ARANHA, M. L. A. Filosofia da educação. 3. ed. Revista e Ampliada. São Paulo: Moderna, 2006.

ARROYO, M. G. Currículo: território em disputa. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 2013.

BARDIN, L. Análise de conteúdo. São Paulo: Lisboa Edições 70, 2016.

BATISTA, E. C.; MATOS, L. A. L; NASCIMENTO, A, B. A entrevista como técnica de investigação na pesquisa qualitativa. Revista Interdisciplinar Científica Aplicada, Blumenau, v.11, n.3, p.23-38, TRI III 2017. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm>. Acesso em: 28 abr. 2024.

BEHRENS, M. A. A prática pedagógica e o desafio do paradigma emergente. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, v. 80, n. 196, 1 dez. 1999.

BERBEL, N. A. N. As metodologias ativas e a promoção da autonomia de estudantes. Semina, Ciências Sociais e Humanas, Londrina, v. 32, n. 1, p. 25-40, jun, 2011.

BOGDAN. R. C.; BIKLEN, S. K. Investigação qualitativa em educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Portugal: Porto Editora, 1994.

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Lei de diretrizes e Bases da Educação. Nacional. Brasília, DF: Presidência da República. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm>. Acesso em: 28 abr. 2024.

CANÁRIO, R. A escola tem futuro? Das promessas às incertezas. Porto Alegre: Artmed, 2006.

CANÁRIO, R. O professor entre a reforma e a inovação. In: BICUDO, M. A. G.; SILVA JUNIOR, C. A. Formação do educador: organização da escola e do trabalho pedagógico. São Paulo: Editora Unesp, 1999.

CARBONELL, J. A aventura de inovar: a mudança na escola. Porto Alegre: Artmed Editora, 2002.

EAUFPA. Projeto Pedagógico da Escola de Aplicação. Aprovado na Resolução n. 4.905, de 21 de março de 2017.

GADOTTI, M. Escola cidadã. Cortez, 1992.

GIL, A. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6ª ed. - São Paulo: Atlas, 2008

JESUS, P.; ALVES, José Matias. Inovação pedagógica, formação de professores e melhoria da escola (estudo de caso). In: CABRAL, I. et al. Educação, territórios e desenvolvimento humano: atas do III seminário internacional. Universidade Católica Portuguesa, Faculdade de Educação e Psicologia, Centro de Estudos em Desenvolvimento Humano, 2019.

KRASILCHICK, M. In: CALDEIRA, A, M, A; ARAÚJO, E, S, N, N (org.). Introdução à didática da biologia. São Paulo: Escrituras, 2009. p. 249-258.

LEÃO, D. M. M. Paradigmas Contemporâneos de Educação: Escola Tradicional e Escola Construtivista. Cad. Pesqui., n. 107, jul. 1999.

LIBÂNEO, J. C. As Teorias Pedagógicas Modernas Revisitadas pelo Debate Contemporâneo na Educação. In LIBÂNEO, J. C.; SANTOS, A. Educação na era do conhecimento em rede e transdisciplinaridade. São Paulo: Alínea, 2005.

LOPES, A. C.; MACEDO, E. Teorias de currículo. São Paulo: Cortez, 2011.

MESSINA, G.. Mudança e inovação educacional: notas para reflexão. Cadernos de Pesquisa, n. 114, p. 225-233, novembro/ 2001.

MINAYO, M. C. S. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 26 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.

MIZUKAMI, M. G. N. Ensino: as abordagens do processo. São Paulo: EPU, 1986.

MORIN, E. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez: Brasília, UNESCO, 2011.

MUCH, L.; BONFADA, K. M.; TERRAZAN, E. A. Mudança na prática docente: incentivando o protagonismo discente. RELACult – Revista Latino- Americana de Estudos em Cultura e Sociedade, v. 4, p. 1-9, 2018.

NÓVOA, A. Profissão professor. Porto editora, 1991.

PACHECO, J, A. Inovar é assumir um compromisso ético com a educação. Petrópolis: Editora Vozes. 2020.

PEREIRA, T. P. PINHO, M. J. ALMEIDA, I. N. S. Pensamento complexo e educação: deslocamentos para o conhecimento. Revista Desafios, v. 6, n. 1, p. 75-86, 2019.

SACRISTÁN, J. G. A política curricular e o currículo prescrito. In: SACRISTÁN, J. G.; GÓMEZ, A. I. P. (org.) 2007. O currículo: os conteúdos do ensino ou uma análise prática? 4 ed. Porto Alegre: Artmed, 2007. p. 107-145.

SAVIANI, D. Escola e democracia. 24. ed. São Paulo: Cortez, 1991.

TAVARES, F. G. O. O conceito de inovação em educação: uma revisão necessária. Educação, Santa Maria, v. 44, p. 1-19, 2019.

YIN, R. K. Pesquisa qualitativa do início ao fim. Porto Alegre: Penso, 2016.

Downloads

Publicado

22-01-2026

Como Citar

Santos, C. A. F. dos, Miranda, M. de S., & Santos, M. A. R. dos. (2026). Ser tradicional ou ser inovador? O hibridismo teórico-metodológico como fundamento da prática curricular. INTERFACES DA EDUCAÇÃO, 16(45), 385–400. https://doi.org/10.61389/inter.v16i45.8822

Edição

Seção

Artigos de Fluxo Contínuo