Os níveis de formulação

proposta de aulas complexificada sobre as emergências climáticas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.61389/inter.v15i43.8906

Palavras-chave:

Níveis de Formulação, ensino de física, educação ambiental

Resumo

Para além de compreender a dinâmica da Terra, entender os fenômenos da natureza torna-se essencial quando se pensa nas intervenções que o ser humano impõe no planeta. Neste contexto, as situações de crise socioambiental, incluindo as alterações climáticas exigem uma formação que vai além de estratégias empregadas pelos governos e empresas, requer repensar uma formação básica que coloque o sujeito diante da sua realidade para lidar com as limitações e dinâmicas de reconstrução da natureza. Pensando nestas questões, esse trabalho propõe aulas complexificada para o ensino de Ciências, tendo como objetivo identificar os Níveis de Formulação em uma proposta sobre as emergências climáticas. Metodologicamente, os dados foram analisados utilizando a Análise de Conteúdo com viés da complexidade, categorizando os Níveis de Formulações emergidos das relações entre o ensino de Física e outras esferas do conhecimento. Dos resultados, notam-se que os três Níveis de Formulação encontrados podem contribuir para a construção de um conhecimento mais próximos dos estudantes; além de dar ao docente a oportunidade de reconstruir em suas aulas a partir de outras estratégias que mobilizem os conhecimentos que contribuem para a transição de um pensamento simples para outro mais complexo.

Biografia do Autor

  • Fernanda Da Rocha Carvalho , Universidade Federal do ABC

    Doutoranda e Mestre em Ensino e História das Ciências e da Matemática pelo programas de pós-graduação stricto sensu da Universidade Federal do ABC - UFABC (2016). Graduada em Licenciatura em Física pelo Instituto Federal de Tecnologia de São Paulo - IFSP (2012). Integrante do grupo de pesquisa GrECC - Grupo de Ensino de Ciências e suas Complexidades - que estuda os temas com foco nos aspectos da complexidade, educação para o risco, criticidade, decrescimento e meio ambiente. Atualmente sou professora efetiva da educação básica na rede estadual. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Ensino de Ciências e Física. (Texto informado pelo autor

  • Giselle Watanabe, Universidade Federal do ABC

    Possui graduação em Licenciatura Em Física pela Universidade de São Paulo (USP) (2003), mestrado em Interunidades em Ensino de Ciências pela USP (2008) e doutorado em Interunidades em Ensino de Ciências pela USP (2012). Pós doutora pela Universidad de Sevilla/ES (2014) e pelo Instituto de Física da Universidade de São Paulo, com visita técnica na Universitat Autònoma de Barcelona/ES e Universidad de Sevilla/ES (2019). É professora do Centro de Ciências Naturais e Humanas da Universidade Federal do ABC. Atua na área de Ensino de Ciências/Física (ensino-aprendizagem e formação de professores) com foco nos temas: aspectos da complexidade, educação para o risco, criticidade, decrescimento e meio ambiente, e modelos metodológicos pessoais. Lidera o grupo de pesquisa GrECC (Grupo de Ensino de Ciências e suas Complexidades). Atuou como avaliadora e coordenadora adjunta em diversos processos vinculados ao PNLD e é coordenadora da Especialização em História, Ciências, Ensino e Sociedade (HCES/UAB).

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Publicado

18-12-2024

Edição

Seção

Artigos de Fluxo Contínuo

Como Citar

Os níveis de formulação: proposta de aulas complexificada sobre as emergências climáticas. (2024). INTERFACES DA EDUCAÇÃO, 15(43), 393-413. https://doi.org/10.61389/inter.v15i43.8906