COLONIALIDAD DEL SABER Y COLONIALISMO DIGITAL: PEDAGOGÍAS DECOLONIALES PARA LA DEMOCRACIA COGNITIVO-DIGITAL EN LA EDUCACIÓN CONTEMPORÁNEA
pedagogias decoloniais para a democracia cognitivo-digital na educação contemporânea
DOI:
https://doi.org/10.61389/wkv8s984Palabras clave:
colonialidad; tecnología digital; educación; pedagogías decoloniales; democracia cognitiva.Resumen
Este artículo desarrolla una reflexión crítico-teórica sobre las relaciones entre tecnología, educación y producción de conocimiento en el contexto del capitalismo digital contemporáneo, a partir de perspectivas decoloniales y epistemologías críticas. Fundamentado en el marco Modernidad/Colonialidad, en pedagogías contrahegemónicas y en enfoques críticos de la tecnología, el texto problematiza la supuesta neutralidad de las tecnologías digitales, las plataformas educativas y los sistemas de inteligencia artificial, entendiéndolos como dispositivos sociotécnicos atravesados por la colonialidad del poder, del saber y del ser. Sostiene que los discursos dominantes de innovación, inclusión digital y progreso tecnológico tienden a actualizar e intensificar desigualdades epistémicas, culturales, raciales y ambientales, configurando formas contemporáneas de colonialismo digital. Como respuesta, el artículo propone el entrelazamiento de tres pedagogías decoloniales —la pedagogía decolonial, la pedagogía de las encrucijadas y la pedagogía hacker— como posibles caminos hacia la construcción de una democracia cognitivo-digital. Concluye que la incorporación crítica de la tecnología en la educación requiere profundos desplazamientos epistemológicos capaces de articular la justicia cognitiva, social, ambiental y digital, en apoyo a proyectos educativos comprometidos con la pluralidad epistémica y la transformación social.
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