www.uems.br/lem A REPRESENTAÇÃO DO GAÚCHO: DO CANCIONEIRO À CONTEMPORANEIDADE

Louise Silva do Pinho

Resumo


Neste artigo, pretende-se analisar as transformações pelas quais o mito do gaúcho fixado no imaginário popular passou desde as poéticas de tradição oral, registradas nos Cancioneiros, até a Literatura contemporânea. Para tanto, serão utilizados como referenciais o “Cancioneiro Guasca”, de Simões Lopes Neto (2003), o “Cancioneiro Gaúcho”, de Augusto Mayer (1959) e o “Cancioneiro da Revolução de 35”, de Apolinário Porto Alegre (1981), por serem considerados os registros mais importantes dessas manifestações poéticas. Além desses, a novela “Netto Perde sua Alma”, de Tabajara Ruas (2009), será analisada como um contraponto aos Cancioneiros, para que se perceba a desconstrução do mito na personagem Netto. O referencial teórico que serve de embasamento para o trabalho está composto pelos estudos sobre o mito do gaúcho, a literatura gauchesca e a produção literária regionalista sul rio-grandense de Bertussi (1997), Zilberman (1985;1992), Bosak (2010), Chaves (2002) e Guilhermino César (1956). Apesar de ser apenas um recorte da vasta produção artística que representa o gaúcho, pôde-se observar, por meio da análise das obras, que o gaúcho apresentado nos Cancioneiros não é o mesmo que está retratado em “Netto perde sua alma”. Mesmo que a maioria das características se repita, sua configuração não é a mesma, já que absorveu a característica predominante de sua época: o individualismo.

Palavras-chave


ito; Gaúcho; Cancioneiros; Imaginário Popular; Literatura Gauchesca

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ISSN: 2237-8332