MOSAICOS ESCRITOS E PAPÉIS AVULSOS: REFLEXÕES SOBRE MEMÓRIA E MANUSCRITOS

Mírian Gomes de Freitas

Resumo


presente artigo tem o objetivo de propor reflexões sobre a memória e os manuscritos, discutindo questões significativas acerca do assunto. Tais questionamentos apresentados retratam a existência dos estudos genéticos em relação ao texto, às suas origens e a sua sobrevivência enquanto manuscritos, diante do desenvolvimento tecnológico e das constantes mudanças do cenário atual. Analisa a existência, o conceito e a permanência dos manuscritos frente às arbitrariedades da pós-modernidade e seus avatares letrados pela frequência high speed. Sob as teorias de Louis Hay, Jaques Derrida e Michel Foucault, se constroem o embasamento para sustentar as ideias e argumentos deste referido artigo, oferecendo uma visão mais ampla e detalhada da sobrevivência dos manuscritos no mundo de hoje e qual seu papel na construção de uma obra literária. Retrata também de maneira crítica e instigante, a importância da memória e suas características mais pungentes que elucidam a filosófica ideia dialética entre a “pulsão de vida” e a “pulsão de morte” de um texto, trazendo à superfície os impasses que surgem ao longo do percurso da vida do homem, o que faz transformar memória em fragmento e impulsiona os geneticistas e estudiosos a colocar em dúvida o lugar e a resistência dos manuscritos diante dos adventos da pós-modernidade.

Palavras-chave


Manuscritos; memória; pós-modernidade; sobrevivência

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ISSN: 2237-8332