A profanação da masculinidade em Caio Fernando Abreu: a literatura queer como zona autônoma temporária

Rafael Luiz Zen (Centro Universitário de Brusque)

Resumo


Na contemporaneidade, admite-se o livro literário como uma zona autônoma temporária possível. Sabendo-se disso, o estudo parte de uma pergunta inicial, “como pode um conto ser considerado um instrumento discursivo que atua além do dispositivo midiático para a profanação do sujeito queer?”, para analisar seu objeto de estudo - o conto "Terça-Feira Gorda" de Caio Fernando Abreu. Admite-se o objetivo principal de compreender a literatura como zona autônoma temporária para a profanação do sujeito queer. Para tanto, toma-se como teoria-base os escritos de Hakim Bey, circundando seu pensamento com textos de Michel Foucault, André Mesquita, Giorgio Agamben e Stuart Hall. Mediante pesquisas bibliográficas e o estudo de caso a partir do conto supracitado, ao final do estudo observa-se que Abreu profana o corpo queer a fim de dialogar com sua questão afetiva (quando normaliza o desejo) e social (quando retrata a violência), constituindo uma zona autônoma que, mesmo quando temporária, resiste ao tempo pelo seu caráter de ativação eufórica das discussões de gênero.


Palavras-chave


Caio Fernando Abreu; Conto; Literatura brasileira contemporânea; Profanação; Zona autônoma temporária.

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ISSN: 2237-8332