Infância e memória em narrativas infantis contemporâneas

Vera Regina Vargas Dupont

Resumo


A Literatura apresenta narrativas que se voltam à retomada do passado, possibilitando que o mesmo se perpetue, apresentando costumes e crenças de épocas passadas, para compreender aquilo que permanece em nossa realidade, o que se transformou e aquilo que foi deixado de lado e nos leva à reflexão. Partindo da concepção de Alfredo Bosi (1992) que as narrativas são guardiãs da memória de um povo e possibilitam que novas gerações entrem em contato com os costumes vivenciados no passado, este trabalho objetiva analisar autobiografia Memórias de Menina, de Rachel de Queiroz, e a biografia João, Joãozinho, Joãozito, de Cláudio Fragata, sob o viés do resgate memorialístico da infância. Para a consecução desta análise, verificar-se-á o conceito de infância e sua trajetória histórica, bem como a importância de obras ficcionais que possam dar testemunhos das representações que a arte faz da infância, num jogo do real e da ficção, revelando o que Antonio Candido (2000) observava sobre a relação texto-contexto.  Com base em narrativas ficcionais voltadas para o público juvenil, verifica-se a infância rememorada como foco deste estudo. Deste modo, tomar-se-á como embasamento teórico autores como Maurice Halbwachs (1990) Philippe Ariès (1981) e Wolfgang Iser (1991), dentre outros.

 


Palavras-chave


Infância; Memória; Literatura Juvenil.

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ISSN: 2237-8332