A Sul e a Branca: literatura dos novos no Brasil pós-1945

Natan Schmitz Kremer, Alexandre Fernandez Vaz

Resumo


Neste artigo buscamos analisar a relação entre as revistas Sul e Branca, duas expressões da literatura brasileira do período pós-1945, marcado pelo fim da ditadura de Getúlio Vargas, pelo fim da 2ª Guerra Mundial, e pela implosão da vida urbana e do mercado editorial no país. Para tanto, centramo-nos na recepção das publicações e autores da revista Branca nas páginas de Sul, periódico modernista de Florianópolis, publicado entre 1948 e 1957. Dedicamo-nos, em um primeiro momento, em compreender as origens da crítica de Salim Miguel à Antologia de Contos de Escritores Novos do Brasil, publicada por Branca em 1949, buscando situar o momento histórico/político no qual o comentário foi elaborado. Em seguida, apresentamos a relação de permuta entre as revistas, atentando ao processo de articulação nacional da literatura de jovens daquele momento. Pudemos reparar que, com problemas distintos, Sul e Branca estavam envolvidas em movimento comum de produção autoral que marca todo o país a partir de 1945.

Palavras-chave


Modernidade Periférica; Revista Sul; Revista Branca; Salim Miguel.

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ISSN: 2237-8332