O brincar como elemento de inclusão de crianças caracterizadas com transtornos do espectro autista

Autores

  • Maria Luzia da Silva Santana Universidade Federal do Mato Grosso do Sul
  • Marcelo Máximo Purificação UC- Portugal UNIFIMES- Brasil
  • Ana Paula Pertussati Teperino IESGO-Brasil UnB- Brasil
  • Izabel Cristina Taceli UEMG-Brasil UNESP- Brasil
  • Maria Teresa Ribeiro Pessoa UC-Portugal

DOI:

https://doi.org/10.26514/inter.v7i19.1061

Palavras-chave:

Autismo. Brincar. Crianças. Inclusão. Práticas Pedagógicas.

Resumo

Esse estudo almeja contribuir com o (re) visitar do brincar como instrumento de inclusão escolar, tem o objetivo de problematizar especificamente o brincar de crianças autistas como elemento que pode ser constituinte de uma prática pedagógica inclusiva. A ação de brincar poderá funcionar como estimulador da interação social, imaginação, memória, atenção, linguagem, expressão de pensamentos, internalização de normas e regras sociais, em suma, constitui-se como um elemento da aprendizagem e do desenvolvimento da criança. A prática pedagógica com crianças com transtornos do espectro autista, quando se utiliza o brincar, torna-se mais eficaz, favorecendo a interação infantil com os pares e sua inclusão no contexto educativo. Assim, o brincar surge como elemento possibilitador do desenvolvimento de crianças no processo de aprendizagem e desenvolvimento que merece atenção, principalmente quando se pensa em espaço cultural e social inclusivo de crianças autistas.

Biografia do Autor

Maria Luzia da Silva Santana, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul

Doutoranda e Mestra em Psicologia (Universidade Católica de Brasília- UCB); Especialista em Educação e Promoção da Saúde (Universidade de Brasília - UNB) e em Psicologia Social (Universidade Estadual de Santa Cruz-UESC); Psicóloga (Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia- UFRB); Licenciatura Plena em História (Universidade do Estado da Bahia -UNEB) e em Pedagogia (Faculdades Alfredo Nasser - UNIFAN).

É Professora Assistente, com Dedicação Exclusiva, na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul - UFMS. Lecionou nos Cursos de Educação Física, Psicologia e Pedagogia do Centro Universitário de Mineiros-GO / UNIFIMES, nos anos de 2014 e 2015.

Tem interesse em: I) Neurociências-Neuropsicologia-Psicologia na Educação (Neuropsicoeducação); II) Psicologia do Desenvolvimento Humano e da Aprendizagem; III) Psicologia e Processos Educativos - Psicologia Escolar, Educacional e da Educação, Instrumentos de Medidas/Avaliação Psicológica e Neuropsicológica na Educação; IV) Avaliação Psicológica e Neuropsicológica; V) Terapia Cognitiva-Construtivista.

Marcelo Máximo Purificação, UC- Portugal UNIFIMES- Brasil

Pós-doutor pela Faculdade de Psicologia e Educação da Universidade de Coimbra (2015). Doutor em Ciências da Religião (Sub área CNPq Teologia/Filosofia) pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (2014 - Conceito 5 na CAPES). Mestre em Educação Comunitária - Infância e Juventude FEST/UFRGS (2009 - Conceito 6 na CAPES). Mestre em Ciências Educacional - UEP (2007). Possui especialização em Docência do Ensino Superior (2004), Gestão e Orientação Educacional (2006) e Educação Matemática (2013). A nível de graduação tem formação multidisciplinar com Licenciatura em Filosofia, Pedagogia, Matemática e Bacharelado em Teologia. Atualmente, é Professor Doutor (efetivo P-IV) na SEDUCE-Goiás - Titular (concursado) no U.F/Mineiros, onde coordena a Comissão de Mestrados e Publicações (Portaria reitoria nº 027/2014) e professor na Faculdade FAMA de Mineiros. A linha de Pesquisa em que atua é: Educação, Ensino e Humanidades. Com projetos e trabalhos nas seguintes temáticas: Currículo, Formação de Professor, Violência Escolar, Educação Matemática, Etnomatemática, Menores em vulnerabilidade social, Gênero, Raça, Ética, Moral, Filosofia Clínica - Emoções/Representações, Psicanálise e Ensino Religioso. É avaliador cadastrado no INEP/MEC e parecerista do Guia do Estudante da Editora Abril , Professor Associado da ANPED - Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (no Brasil) e na AFIRSE - Associação Francofone de Pesquisa Científica em Educação (em Portugal).

Ana Paula Pertussati Teperino, IESGO-Brasil UnB- Brasil

Formada em Psicologia pela Universidade FUMEC/MG em 2001. Pós graduada em Neuropsicologia pela mesma Universidade em 2006. Mestre em Psicologia pela UCB de Brasília em 2014(Bolsista CAPES). Experiência em duas instituições psiquiátricas em Belo Horizonte/MG. Consultora em inclusão profissional de pessoas com deficiência no SESI/FIEMG. Experiência em Psicodiagnóstico. Psicóloga da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais do Distrito Federal entre 2008 e 2013, onde em 2014 foi coordenadora do núcleo do Guará. Palestrante do Curso de Cuidador de Idosos da APAE/DF. Professora nas Faculdades IESGO nas disciplinas Ciclo Vital I e II. Professora-tutora à distância pela UNB no curso de Especialização em Desenvolvimento Humano, Educação e Inclusão Escolar.

Izabel Cristina Taceli, UEMG-Brasil UNESP- Brasil

Doutoranda em Serviço Social pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho ? UNESP/Franca ? SP (2014); Mestre em Psicologia - Linha de Pesquisa em Saúde Mental e Ações Terapêuticas pela Universidade Católica de Brasília (12/14); Graduada em Psicologia pela FARF - Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de São José do Rio Preto (1989); Especialização em Docência do Ensino Superior e Educação Especial pelo Instituto de Educação Continuada ITECON (2006/2008) e em Psicologia pelo CRP/MG (09). Docente em Cursos de Graduação na Universidade do Estado de Minas Gerais - UEMG - Unidade Frutal -MG nos Cursos de Administração, Comunicação Social, Direito e Geografia (04/15) e Cursos de Pós-Graduação no Instituto de Educação Continuada - ITECON - Frutal - MG (00/15) e na UniFil - Centro Universitário Filadélfia - Londrina/Paraná. Consultora de Projetos pela Fundação Centro Internacional de Capacitação, Educação e Pesquisa Aplicada em Águas-UNESCO/HidroEX (14/15).Tem experiência na área de Docência, Psicologia, com ênfase em Psicologia do Trabalho e Organizacional, Gestão do trabalho, atuando principalmente nos seguintes temas: comunicação e comportamento organizacional, aspectos psicossociais do trabalho e consultoria em projetos nas áreas sociais, educacionais e empresariais

Maria Teresa Ribeiro Pessoa, UC-Portugal

Professora Associada da Faculdade de Psicologia e de Ciências Educação da Universidade de Coimbra. Tem desenvolvido trabalho como docente nas áreas da formação de professores e da utilização pedagógica das tecnologias e lecionado, a nível nacional e internacional, em mestrados e doutoramentos nestas mesmas áreas. Assim lecionou diversos temas (Formação Narrativa de Professores, Tecnologia Educativa, Teoria da Educação, Conceção e Produção de Materiais Educacionais, Teorias e Modelos de Formação Professores, Inovação Pedagógica) em várias Universidades Portuguesas (Lisboa, Porto, Braga, Coimbra) em Universidades Brasileiras (Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro) e em Espanha (Universidade Autónoma de Madrid, Universidade de Granada, Universidade de Málaga Universidade de Salamanca) e Universidade Karlova de Praga. Coordenou projetos luso-espanhóis na área de formação de professores assim como integrou projeto luso-brasileiro no âmbito da pedagogia universitária. Atualmente participa em projetos nacionais e internacionais nas áreas do cyberbullying, da avaliação da ‘escola 2.0’, da aprendizagem ao longo da vida e da avaliação da formação de professores. Integra desde 2010 o Proj iTunes.UC- SABER PARA TODOS -Presença da Universidade de Coimbra no iTunes U. Tem, atualmente, a responsabilidade de assegurar a coordenação pedagógica do projeto de Ensino a Distância da Universidade de Coimbra onde tem sido responsável por diversos cursos em B-learning e D-learning no domínio da formação de professores e da formação ao longo da Vida.

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Publicado

01/06/2016

Como Citar

Santana, M. L. da S., Purificação, M. M., Teperino, A. P. P., Taceli, I. C., & Pessoa, M. T. R. (2016). O brincar como elemento de inclusão de crianças caracterizadas com transtornos do espectro autista. INTERFACES DA EDUCAÇÃO, 7(19), 48–65. https://doi.org/10.26514/inter.v7i19.1061