Direito a educação, trajetórias de estudantes campesinos na universidade pública e a construção do currículo em alternância
DOI:
https://doi.org/10.61389/inter.v16i46.8445Palabras clave:
Direito à Educação., Educação do Campo., Pedagogia da Alternância., Currículo.Resumen
O artigo parte de uma perspectiva crítico-emancipatória de currículo para tematizar as trajetórias de vida e de formação dos estudantes do curso de Licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal do Espírito Santo (2018-2022). Por meio de narrativas autobiográficas das estudantes, evocadas por suas memórias, investiga os movimentos de construção do currículo em alternância. Toma como referencial teórico e metodológico a perspectiva formativa potencializada pelo trabalho com os memoriais autobiográficos. Em meio às experiências compartilhadas pelas estudantes, as narrativas revelaram: a) uma necessária indignação ligada às suas condições sociais e históricas, que refletem uma dívida profunda do país com os povos campesinos; b) o currículo em alternância como favorecedor de seus processos formativos, perpassados pelos vínculos anteriores à sua entrada na universidade; c) o espaço universitário enquanto espaço de formação, conectado às realidades vividas/sentidas pelas comunidades e; d) a centralidade dos espaços de escuta e compartilhamento de experiências para a vivência de outros modos de aprender-ensinar, rumo à construção de uma nova história da universidade pública brasileira.
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