As Altas Habilidades/Superdotação no cinema estadunidense
entre a humanização e o espetáculo
DOI:
https://doi.org/10.61389/2tvd0z65Palavras-chave:
Altas Habilidades/Superdotação;, Cinema, Representação socialResumo
Este artigo analisa a representação de indivíduos com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD) em oito filmes estadunidenses lançados entre 1991 e 2017. A fundamentação teórica baseia-se na escuta sensível de Carl Rogers, bem como nos conceitos de envolvimento existencial e distanciamento reflexivo de Yolanda Forghieri. Metodologicamente, a pesquisa ancora-se no humanismo existencial e na fenomenologia, utilizando sucessivas telespectações como procedimento de imersão e análise de dados. Os resultados indicam que as obras, ao abordarem dificuldades emocionais, precocidade e perfeccionismo, auxiliam na compreensão desses aspectos intrapsicológicos. Contudo, observa-se um paradoxo: enquanto a representação de dilemas internos humaniza o sujeito, a predominância de narrativas focadas em prodígios infla a expectativa social por "habilidades fantásticas", reforçando mitos sobre essa população. Em sua conclusão indica que o potencial pedagógico do cinema não reside exclusivamente na qualidade intrínseca do filme, mas na mediação docente. Assim, o uso do cinema em sala de aula deve ser acompanhado de discussões críticas e desconstrução teórica, permitindo identificar limitações históricas e reconhecer fatores recorrentes nas vivências de indivíduos com AH/SD.
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