Educação básica e regulação do trabalho docente

reformas da carreira do magistério paulista no período de 1985–2025

Autores

DOI:

https://doi.org/10.61389/73876v85

Palavras-chave:

Política educacional, Carreira Docente, Educação Básica

Resumo

Este artigo examina como as mudanças normativas na carreira docente do Estado de São Paulo, de 1985 a 2025, reconfiguraram os significados do reconhecimento, da formação docente, do desempenho e da autonomia profissional. À medida que uma pretensa “extinção” dos planos de carreira se produziu, na prática, foi a coexistência de diferentes regimes profissionais. Trata-se de um estudo qualitativo, documental e comparativo, que analisa o corpus composto por leis complementares, decretos e resoluções complementares da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. A análise foi enquadrada nas seguintes categorias: estrutura de carreira, formação e desenvolvimento; avaliação; resultados educacionais e autonomia profissional. Os resultados indicam que a Lei Complementar nº 1.374/2022 não substituiu integralmente o regime de remuneração e critérios funcionais estabelecidos pela Lei Complementar nº 836/1997, gerando um sistema de duplicação. Os dados também apontaram mudança na formação no âmbito do direito para a qualificação funcional, a crescente importância da avaliação de desempenho e dos resultados do SARESP (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo), bem como a autonomia regulada. A implicação é que a carreira funciona tanto como uma ferramenta de reconhecimento dos professores quanto como uma tecnologia de governo do ensino.

Biografia do Autor

  • André Luis Dolencsko, Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT

    Professor no Departamento de Ensino e Organização Escolar do Instituto de Educação da Universidade Federal de Mato Grosso, UFMT. Pós-Doutor pela Universidad Nacional Autónoma de Mexico, UNAM. Doutor e Mestre em Educação pela Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP. Especialista em Tecnologias Educacionais e em Gestão Escolar. Possui Licenciatura Plena em Pedagogia. Tem experiência na Docência; Assessoria Pedagógica; Supervisão Educacional; Gestão de Projetos; Gestão de Conteúdos Pedagógicos; Coordenação de Cursos de Licenciatura, Pós-Graduação Lato Sensu, Stricto Sensu e Direção Educacional. Atuou como Vice Coordenador Estadual em São Paulo do Programa Escola de Tempo Integral do Ministério da Educação no período de 2024 a 2026. Membro pesquisador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas e Avaliação Educacional, GEPALE/UNICAMP. Conselheiro Técnico e Membro Associado da Sociedade Brasileira de Educação Comparada, SBEC. Na docência e pesquisa, atua principalmente com as seguintes áreas: políticas educacionais; formação de professores; carreira docente; educação comparada e tecnologias educacionais.

  • Marina Caprio, Universidade de São Paulo - USP

    Graduada em Pedagogia, com habilitação em Administração Escolar, pela Universidade Estadual Paulista ''Júlio de Mesquita Filho'' UNESP, Campus de Araraquara (2000). É Mestre em Filosofia, com área de concentração em Ciência Cognitiva e Filosofia da Mente, pela UNESP, Campus de Marília (2002), e Doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo USP, junto ao Departamento de Psicologia e Educação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (2007).Desde 2005, dedica-se à formação de professores em cursos de licenciatura, com atuação docente consolidada em instituições públicas e privadas de ensino superior. Entre 2009 e 2014, exerceu a função de coordenadora pedagógica na Pró-Reitoria de Educação a Distância do Centro Universitário UNISEB, onde também coordenou os cursos de Pedagogia presencial e a distância. Desde 2014, integra o corpo docente efetivo, em regime de dedicação exclusiva, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo IFSP. Atualmente, é professora do IFSP Campus Sertãozinho, contribuindo com a formação docente nos cursos de Licenciatura em Letras, Licenciatura em Química e no curso de Formação Docente para a Educação Básica (voltado a bacharéis e tecnólogos). Em 2025, realizou estágio pós-doutoral junto ao Departamento de Educação da UNESP Campus de Rio Claro, desenvolvendo pesquisa sobre a temática da formação de professores nos Institutos Federais. É membro do grupo de Pesquisa Docência, Formação de Professores e Práticas de Ensino - DOFPPEN. 

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Publicado

20-10-2026

Como Citar

Educação básica e regulação do trabalho docente: reformas da carreira do magistério paulista no período de 1985–2025. (2026). INTERFACES DA EDUCAÇÃO, 17(49). https://doi.org/10.61389/73876v85