Políticas educacionais e a transformação da carreira docente
da excepcionalidade à regra nas contratações temporárias do Paraná e do Rio Grande do Sul (2015–2025)
DOI:
https://doi.org/10.61389/av88d955Palavras-chave:
Políticas educacionais;, Contratação Docente, Precarização do Trabalho, Valorização Docente , Educação BásicaResumo
O artigo analisa as reconfigurações das formas de contratação de professores da educação básica nas redes estaduais do Paraná e do Rio Grande do Sul, entre 2015 e 2025, tendo como referência o princípio constitucional da valorização dos profissionais da educação previsto no artigo 206, inciso V, da Constituição Federal de 1988. A pesquisa, de abordagem qualitativa e documental, fundamenta-se na análise de dados do Censo Escolar da Educação Básica e do Estado do Conhecimento elaborado a partir do Banco de Teses e Dissertações da CAPES. Os resultados evidenciam uma mudança estrutural na composição da força de trabalho docente, marcada pela redução do número de professores efetivos e pela ampliação de formas flexíveis de contratação. Enquanto o Rio Grande do Sul concentra esse movimento na expansão dos contratos temporários, o Paraná diversifica os vínculos por meio do crescimento das contratações temporárias, terceirizadas e celetistas. Observa-se ainda o aprofundamento dessas tendências após a pandemia de COVID-19, embora sua origem seja anterior. Conclui-se que a precarização do trabalho docente integra um processo de reorganização da gestão pública orientado por princípios gerencialistas e neoliberais, fragilizando a carreira docente e reduzindo a centralidade do concurso público.
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