Mulheres quilombolas: silenciamentos e discursos corporais no samba de roda
DOI:
https://doi.org/10.26514/inter.v11i33.4926Palavras-chave:
Mulher negra. Quilombo. Corpo. Silêncio. Samba de Roda.Resumo
Este artigo busca investigar como os silenciamentos, apagamentos e invisibilidades de mulheres quilombolas ao longo da história podem ser traduzidos em discursos corporais e ressignificar o tempo presente. Trata-se de uma pesquisa histórica do tempo presente. Utilizou-se de referenciais teóricos e instrumentos como observações de práticas artística-culturais e entrevistas com mulheres quilombolas. Analisamos discursos e textos corporais, na perspectiva da interseccionalidade, produzidos pelas/nas mulheres quilombolas, do Quilombo Batuva, município de Guaraqueçaba, Paraná e do Quilombo Buri, partícipes do grupo de samba de roda Raízes do Quilombo, município de Pedrão, Bahia. Concluímos que os silenciamentos, apagamentos e formas de resistência produzidos pelos discursos das mulheres quilombolas possuem relação com a historicidade e memórias do Atlântico negro e diáspora. No tempo presente, os discursos e textos corporais desvelam mecanismos de resistência, (re)existência e reinvenção do ser mulher negra quilombola. Discursos que ora expressam o silenciamento e ora explicitam os feminismos plurais na textualização dos corpos. Os discursos corporais fortalecem lógicas decoloniais.
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