A conversa com as crianças sobre o ambiente:
vivências e relações
DOI:
https://doi.org/10.61389/inter.v16i45.8605Palavras-chave:
Educação Infantil, Arquitetura, Abordagem Experiencial, Pesquisa com crianças, Vivência espacialResumo
Este artigo apresenta um diálogo entre os campos da Arquitetura, da Educação Infantil e dos Estudos Sociais da Infância. Alinhado com uma base teórica interdisciplinar e explorando a perspectiva da teoria sociocultural-histórica do desenvolvimento de Lev Vygotsky, os autores discutem os resultados de uma pesquisa que investigou como as crianças na faixa etária de três anos a quatro anos e onze meses se relacionam com o ambiente construído e sociocultural de sua Escola de Educação Infantil, localizada em município do Norte do Rio Grande do Sul. Alinhada com a Abordagem Experiencial e com a Observação Incorporada, a estratégia metodológica do trabalho de campo desdobrou-se a partir dos dispositivos: walkthrough, desenho temático, registro fotográfico e roda de conversa, que se mostraram profícuos para a apreensão das expressões das crianças sobre como vivenciam os ambientes internos e externos da escola. Os resultados revelam que, em suas interações durante as brincadeiras no ambiente escolar, principalmente nas brincadeiras realizadas no pátio da escola, as crianças exploram criativamente a percepção e os significados dos elementos naturais e arquitetônicos, seus jogos e interações adquirem para elas significados espaciais; e as experiências no pátio da escola tornam-se significativas para as crianças.
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