MATAR A TRIBO PARA FAZER NASCER A NAÇÃO: A (IN)VISIBILIZAÇÃO DA DIFERENÇA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES MOÇAMBICANOS

Autores

  • Hermínio Ernesto Nhantumbo Autor

Palavras-chave:

Formação de professores, Cultura, Currículo, Hibridismo, Diferença

Resumo

A análise problematiza a lógica essencialista articulada nos discursos que guiam a formação de professores em Moçambique baseada em políticas educacionais que procuram, a todo o tempo, invisibilizar a diferença. A utilização das línguas nativas e outras manifestações culturais nas políticas de formação de professores são rasuradas pela imposição arbitrária do português como língua oficial e exclusiva de ensino, o que gera contestações e exclusões. Sob o slogan matar a tribo para fazer nascer à nação, as várias manifestações culturais se constituíram ameaças aos projetos educacionais e nacionais, o que constitui um ponto de questionamento da perspectiva pós-colonial discutida por Homi Bhabha e apropriada por Elizabeth Macedo. Com esses autores olho para a cultura e currículo, como enunciação da diferença, fato que coloca em xeque às ópticas identitárias na formação de professores. Argumento, nesta óptica, que a formação de professores envolve o descarte de uma perspectiva da identidade.

Publicado

2020-09-20

Como Citar

Nhantumbo, H. E. (2020). MATAR A TRIBO PARA FAZER NASCER A NAÇÃO: A (IN)VISIBILIZAÇÃO DA DIFERENÇA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES MOÇAMBICANOS. FORMAÇÃO EM MOVIMENTO, 2(4), 597-619. https://periodicosonline.uems.br/formov/article/view/10514