Lúcio Cardoso e a Revista Branca

Eduardo Marinho

Resumo


Neste artigo buscaremos recuperar a participação de Lúcio Cardoso na Revista Branca, fundada e dirigida por Saldanha Coelho em 1948. Lúcio contribuiu com dois textos para o periódico: o poema "Agora", em 1948; e "O véu da manhã", resenha de um livro de poemas de Elcio Xavier, escritor integrante da revista. Na primeira parte deste artigo buscaremos apresentar as incursões de Lúcio na poesia, como poeta e como crítico. A segunda parte será dedicada à análise da resenha de Lúcio, que nos conduziu ao próprio Elcio Xavier, escritor que participou ativamente do grupo da Revista Branca e que prestou um breve depoimento relatando sua participação no periódico, além de rememorar o seu contato com Lúcio Cardoso. Por fim, na terceira parte apresentaremos o poema “Agora”, que permanece inédito em livro, seguido de breve análise. Nesta análise, buscaremos estabelecer um diálogo entre o poema de Lúcio e a pintura A Anunciação, do pintor italiano Fra Angelico. Além disso, vamos cotejar o poema “Agora” com outros dois poemas homônimos do autor, o primeiro publicado em Poemas inéditos; o segundo, recuperado por Ésio Macedo Ribeiro a partir do acervo do escritor e incluído na seção “Poemas Póstumos” da Poesia completa.

Palavras-chave


Lúcio Cardoso; Revista Branca; Elcio Xavier; Poesia Brasileira; Poesia Moderna.

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ISSN: 2237-8332