Expectativa de formação continuada de docentes para prevenção ao abuso sexual na primeira infância em um município de Pernambuco
DOI:
https://doi.org/10.61389/vyjzbt65Keywords:
Proteção integral, Formação continuada, Violência sexual, Trabalho docenteAbstract
Este artigo analisa se na política de formação continuada de professores há previsibilidade de conteúdos vinculados à prevenção ao abuso sexual na primeira infância e no que isso implica. A pesquisa fundamenta-se na doutrina da proteção integral para a redefinição do trabalho docente como prática pedagógica e sócio-protetiva. Metodologicamente, adotou-se uma abordagem qualitativa, por meio de estudo de caso, utilizando análise documental do Plano Municipal de Educação e da Proposta Pedagógica da Educação Infantil, além de entrevistas semiestruturadas com professores e gestora escolar. Os resultados evidenciaram que, embora os documentos municipais mencionem a formação de profissionais para o combate às violências e o estudo dos direitos da criança, não há oferta sistemática de formação continuada sobre educação sexual e prevenção do abuso sexual infantil. Também foram identificadas insegurança docente, desconhecimento dos protocolos de proteção e influência de fatores culturais e políticos que dificultam o tratamento do tema. Conclui-se que a ausência de formação específica fragiliza a atuação da escola na identificação, acolhimento e encaminhamento dos casos, comprometendo a efetivação da proteção integral e da qualidade social da educação.
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