Horários coletivos como territórios de produção e saberes
quando a escola se torna espaço político de formação e transformação curricular
DOI:
https://doi.org/10.61389/bdhsha83Palabras clave:
formação permanente, horário coletivo, desenvolvimento profissional, currículo, educação integralResumen
O presente artigo discute o horário coletivo de estudo e planejamento como espaço-tempo privilegiado de formação permanente de educadoras(es), defendendo-o como território produtor de saberes profissionais, de identidade profissional e de transformação curricular. A pesquisa de caráter qualitativo utilizou o “Estudo de Caso” (André, 1983, 2008, 2013) e a “Análise de Prosa” (André, 1983) como alternativa para a análise dos dados, desenvolvida em uma Unidade Escolar da Rede Municipal de Educação da Cidade de São Paulo (RME-SP), no âmbito de doutoramento. Fundamentada nos aportes de Freire (1967, 1999, 2001, 2008, 2011, 2013, 2014), Imbernón (2009, 2001, 2016, 2017), Feldmann (2003, 2009, 2025), Tardif (2014) e Nóvoa (1999, 2009, 2017, 2022), argumenta-se que a formação em contexto de trabalho constitui um movimento dinâmico de ação-reflexão-ação, no qual educadoras(es) reconfiguram suas práticas, produzem sentidos coletivos e fortalecem princípios da Educação Integral. Os achados evidenciam que, quando assegurados política e pedagogicamente, os horários coletivos convergem em práticas emancipadoras que articulam currículo, território, diálogo e democracia. Conclui-se que tais espaços representam uma estratégia fundamental das políticas educacionais para consolidar a Educação Integral na escola pública, valorizando profissionais e possibilitando a construção de projetos pedagógicos mais críticos e humanizadores.
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