Trainspotting e Marginalidade

Autores

  • Tais Leite de Moura Universidade de São Paulo

Palavras-chave:

Trainspotting, Marginalização, Identidade.

Resumo

O romance Trainspotting (1993), de Irvine Welsh, possui muitas características que remetem á marginalidade e gerou controvérsias sobre sua relevância. Este artigo tem como principal objetivo analisar e esclarecer alguns aspectos do romance considerados ‘baixos’, como os exageros e sua linguagem. Ao serem colocados por uma perspectiva que foca nas margens, como a de Braidotti e Rancière, eles tornam-se profundos e abundantes em significados. O artigo é dividido em quatro partes: Margens na Estrutura, Margens na Linguagem, Margens nos temas principais e por fim Margens como o centro. A conclusão é que cada aspecto do romance possui um fundamento sólido que justifica sua presença, e que o uso de margens é essencial para mostrar a importância do Outro na literatura. 

Biografia do Autor

Tais Leite de Moura, Universidade de São Paulo

Formada em Letras Português/Inglês

Cursando a Pós Graduação em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês na Universidade de São Paulo

Referências

BOZTAS, S. Post-Trainspotting Welsh accused of peddling pulp pap. Disponível em: . Acesso em: 15 de novembro de 2013.

BRAIDOTTI, Rosi. Metamorphoses: Towards a Materialist Theory of Becoming. Cambridge: Polity, 2002. 316 p.

CABRAL, M. Narração: tipos de narrador. Disponível em: . Acesso em: 18 de setembro de 2013.

D CAPUTO, J.; VATTIMO, G. After the death of God. New York: Columbia University Press, 2007.

ESPINOZA, Javier. ‘Trainspotting’ Revisited. The Wall Street Journal. Jun. 2012. Disponível em: . Acesso em: 02 de fevereiro de 2013.

GIOIA, T. Trainspotting by Irvine Welsh. The New Canon. [200-?] Disponível em: Acesso em: 03 de março de 2013.

GOW, C. Trainspotting is less dangerous than ignorance. Tess. Mar. 1996. Disponível em: < www.tes.co.uk/article >. Acesso em: 12 de abril de 2013.

HEBDIGE, D. Subculture – The meaning of style. London and New York: Routledge, 1987.

KICK. Michaelis. São Paulo: Melhoramentos, 2008. p. 125.

JOLLY, M. Books in Brief. New York Times Book Review. Jul.1996. Disponível em: Acesso em: 23 de outubro de 2012.

LEZARD, N. Junk and the big trigger: 'Trainspotting' - Irvine Welsh: Secker, 8.99. The Independent. Ago. 1993. Disponível em: Acesso em: 14 de maio de 2013.

MENDELSOHN, J. Needles and Sins. New Republic, Washington, Vol. 215, p. 31-35, 2 Set. 1996.

MORACE, Robert. Irvine Welsh’s Trainspotting: a Reader’s Guide. New York: Continuum International Publishing Group, 2001. 95p.

MOSAICO. Caldas Aulete. Rio de Janeiro: Lexicon, 2014. Disponível em: Acesso em: 15 de maio de 2016.

PORLOCK, H. Critical List. Sunday Times, Bookmark. Jun. 1996

PRATT, A. Nihilism. Internet Encyclopedia of Philosophy. Disponível em: Acesso em: 03 de março de 2013.

RANCIÈRE, J. A partilha do sensível: estética e política. Tradução de Monica Costa Netto. São Paulo: 34, 2005

ROSSATO, L. “Trainspotting” – Irvine Welsh. Maio 2005. Disponível em: Acesso em: 03 de março de 2013.

TALIB, Ismail S. Anti-colonialism in Scottish, Welsh and Irish Literatures. In: The Language of Postcolonial Literatures – An introduction. London: Routledge, 2002. 182 p.

TILLY, C. Coerção, Capital e Estados Europeus 990-1992. São Paulo: Edusp, 1996. 356 p.

WELSH, Irvine. Trainspotting. London: Vintage, 1993. 344 p.

Downloads

Publicado

16/08/2016

Como Citar

de Moura, T. L. (2016). Trainspotting e Marginalidade. REVELL - REVISTA DE ESTUDOS LITERÁRIOS DA UEMS, 2(13), 99–117. Recuperado de https://periodicosonline.uems.br/index.php/REV/article/view/986

Edição

Seção

Tema Livre