Educação para a democracia:
desigualdade política e presença de gênero, raça e classe no Jogo do Acesso
DOI:
https://doi.org/10.61389/inter.v16i45.8699Keywords:
arte e política, contraideologia, representação política, educação para democraciaAbstract
Este artigo apresenta e discute o Jogo do Acesso, um aplicativo de arte digital desenvolvido pelos autores, que trata de forma interativa a experiência da desigualdade política existente no Brasil, tomando como caso de referência a eleição legislativa federal (Câmara dos Deputados) do ano de 2022. Um dos desafios da democracia brasileira é a desigualdade de acesso à política institucional, pois mulheres, negros e minorias socioeconômicas sofrem exclusão política por estarem subrepresentados no parlamento. Argumenta-se que o Jogo do Acesso pode provocar uma reflexão crítica sobre os sentidos da democracia e as condições de sua realização no Brasil atual, podendo ser empregado em ambientes educacionais, no sentido de fomentar a educação para a democracia. O jogo já foi apresentado em contextos artísticos, em eventos acadêmicos e em sala de aula. Está publicado on-line, de maneira que seu acesso é livre para uso em situações formais ou não-formais de ensino.
References
BACHELARD, Gaston. A intuição do instante. Campinas: Versus, 2007.
BRASIL, M.; C. ELY, I. G.; COSTA, A. B. Engagement, Deliberation and Information: How students think about democracy. Educação em Revista, v. 39, e40763, 2023. DOI: 10.1590/0102-469840763.
CHAIA, M. Arte e Política. Azougue Editorial, Rio de Janeiro, 2007.
DEWEY, J. Democracia e Educação. Companhia Editora Nacional, 1979.
DORFLÈS, Gillo. L’intervalle perdu. Paris: Librairie des Méridiens, 1984.
FREIRE, Paulo. Educação como Prática da Liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1967.
GOMES, C. H.; SPERANDIO, D. G. Práticas Não Formais de aprendizagem em Geociências: Museu Virtual Geológico do Pampa. Interfaces da Educação, Paranaíba, V. 13, N. 39, p. 568 a 588, ano 2023.
HONNETH, Axel. Educação e esfera pública democrática: Um capítulo negligenciado da filosofia política. Civitas, v. 13, n. 3, p. 544-562, 2013. https://doi.org/10.15448/1984-7289.2013.3.16529
HUIZINGA, Johan. Homo Ludens: o jogo como elemento da cultura. São Paulo: Perspectiva, 2005.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo 2010. 2023. Disponível em: <https://censo2010.ibge.gov.br/>. Acesso em: 23 de setembro de 2023.
MILLS, C. The racial contract. Ithaca: Cornell University, 1999.
XXXXXXX.
PHILLIPS, A. The politics of presence. Oxford: Oxford University, 1998.
PITKIN, H. F. The concept of representation. Los Angeles: University of California, 1972.
XXXXXXX.
XXXXXXX.
SANTOS, Sonia Regina Mendes dos; FERREIRA, Diego; MANESCHY, Patricia. Concepções críticas sobre tecnologias digitais de informação e comunicação e processos de ensinar e aprender: contribuições possíveis para as práticas pedagógicas. INTERFACES DA EDUCAÇÃO, v. 11, n. 32, p. 735–763, 2020. DOI: 10.26514/inter.v11i32.4786. Disponível em: https://periodicosonline.uems.br/index.php/interfaces/article/view/4786. Acesso em: 4 jan. 2024.
SAVIANI, D. Democracia, educação e emancipação humana: desafios do atual momento brasileiro. Psicol Esc Educ [Internet]. 2017 Sep; 21(3):653–62. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2175-353920170213000. Acesso em: 28 fev. 2024.
TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL. Repositório de Dados Eleitorais. 2023. Disponível: http://www.tse.jus.br/eleicoes/estatisticas/repositorio-de-dados-eleitorais-1/repositorio-de-dados-eleitorais>. Acesso em: 23 de setembro de 2023.
TEIXEIRA, M. B. M.; MOTA-SANTOS, C. M. Mulheres na Política: Uma revisão sistemática. Cadernos de Gênero e Diversidade, v. 8, n. 2, p. 284–315, 2022. DOI: 10.9771/cgd.v8i2.42072.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a. autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho licenciado simultaneamente sob uma Licença Creative Commons Attribution após a publicação, permitindo o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista;
b. autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista;
c. autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.