O analfabetismo em debate: o lugar do sujeito no processo de “construção da nação”

Autores

  • Cíntia Borges de Almeida Membro do Grupo de Pesquisa “Infância, Juventude, Leitura, Escrita e Educação” - GRUPEEL/UERJ. Professora da Faculdade de Educação Fernanda Bicchieri (Fabel) e da Prefeitura do Município do Rio de Janeiro.
  • Marcelo Gomes da Silva Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Educação - Universidade Federal Fluminense. Bolsista CAPES. Professor da Faculdade de Educação Fernanda Bicchieri (Fabel).

DOI:

https://doi.org/10.26514/inter.v9i25.2431

Palavras-chave:

Analfabetismo, Culpabilização do sujeito, Responsabilidade estatal, Imprensa, República.

Resumo

Analisar historicamente a prerrogativa de ser cidadão relacionada às questões em torno do entrave da universalização da educação, da subvenção particular e da transferência da responsabilidade estatal com a instrução popular consiste no objetivo deste trabalho. À luz da História Cultural, a operação metodológica se deu a partir dos exames de alguns relatórios parlamentares e jornais cariocas nas primeiras décadas do período republicano, a fim de se compreender a disseminação do ensino e as principais causas do analfabetismo. A cidade do Rio de Janeiro, no Império e no início republicano, era vista e considerada como uma das mais importantes em relação à circulação de informações, de impressos, dos discursos políticos, das práticas educacionais. Nesta direção, compreender a existência de um alto índice de analfabetismo entre sua população permite problematizar o processo político e social dessa realidade pesquisada, e, ainda, analisar a intencionalidade dos poderes públicos em tentar culpar o próprio sujeito por sua condição de não letrado.

Palavras-chave: Analfabetismo. Culpabilidade do sujeito. Responsabilidade estatal. República. História da Educação.

Biografia do Autor

Cíntia Borges de Almeida, Membro do Grupo de Pesquisa “Infância, Juventude, Leitura, Escrita e Educação” - GRUPEEL/UERJ. Professora da Faculdade de Educação Fernanda Bicchieri (Fabel) e da Prefeitura do Município do Rio de Janeiro.

Possui doutorado em Educação - ProPEd, pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Concluiu seu mestrado em Educação pelo mesmo programa de pós-graduação, na linha Instituições, Práticas Educativas e História. É Professora da Faculdade Fernanda Bicchieri (FABEL) nas Licenciaturas em História e Pedagogia, ministrando as disciplinas História da Educação, Políticas Educacionais e Legislação da Educação Brasileira. Na mesma instituição de ensino é professora da disciplina Gestão Educacional na Pós-Graduação em Gestão Integrada da Educação. Exerce o cargo de professora concursada na Prefeitura do Rio de Janeiro. Trabalhou entre 2011/2012 como consultora para a UNESCO, atuando na Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino / MEC.

Marcelo Gomes da Silva, Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Educação - Universidade Federal Fluminense. Bolsista CAPES. Professor da Faculdade de Educação Fernanda Bicchieri (Fabel).

Possui mestrado em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), 2012. Atualmente é doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF). Foi professor substituto na Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) entre os anos de 2012 e 2014,e, professor substituto na Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF), 2016-2017. É docente na Faculdade de Educação Fernanda Bicchieri (FABEL). Atua nos cursos de Pedagogia e História, ministrando as disciplinas de História da Educação, História da Profissão Docente, Ensino de História, Trabalho e Educação, Educação e Movimentos Sociais, Avaliação da Educação, Avaliação da Aprendizagem, Organização da Educação no Brasil, Prática e Pesquisa Pedagógica,Fundamentos da Educação, História do Brasil Império, Introdução aos Estudos Históricos e História Regional.

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Publicado

02/08/2018

Como Citar

Almeida, C. B. de, & Silva, M. G. da. (2018). O analfabetismo em debate: o lugar do sujeito no processo de “construção da nação”. INTERFACES DA EDUCAÇÃO, 9(25), 325–349. https://doi.org/10.26514/inter.v9i25.2431