Ações pedagógicas colaborativas e inclusivas na percepção do professor da educação básica e intérprete de libras no processo de formação continuada

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Autores

DOI:

https://doi.org/10.26514/inter.v10i30.4022

Palavras-chave:

Formação continuada de professores, Ações Inclusivas, Educação Básica, Surdez.

Resumo

Este artigo teve como ponto de partida pesquisa realizada com intérpretes de Libras e professores de matemática que trabalham com alunos surdos no Instituto Federal Farroupilha, Campus Santo Ângelo/RS. Pela entrevista semiestruturada realizada surgiram percepções e sugestões de ações para serem desenvolvidas e utilizadas na forma de oficinas em formação continuada para professores da Educação Básica. Na segunda etapa a proposta foi aplicada a professores da Rede Pública Estadual que trabalham com alunos surdos incluídos em Escola Regular de Ensino e alunos ouvintes, e teve como objetivo promover, de forma colaborativa, ações pedagógicas visando à formação continuada, na perspectiva da Educação Inclusiva. Nesse contexto, apresenta apontamentos teóricos e práticos, os quais abordam aspectos relacionados a inclusão, formação continuada de professores e metodologias para serem utilizados em processo avaliativo e de elaboração de práticas pedagógicas em sala de aula. Além de relatos de alguns professores participantes da pesquisa e da palestrante surda oralizada.

Biografia do Autor

Rozelaine de Fatima Franzin, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões.

Pós- doutoranda pela Universiddae Luterana do Brasil-ULBRA. Doutora em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (2007), Mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Maria (2000), especialização em Matemática Integrada Regional Alto Uruguai e Missões (1998), graduação em Matemática pela Universidade Regional Integrada do Uruguai e Missões (1990). Atualmente é professora em tempo integral na Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e Missões, atuando na graduação, especialização e no mestrado profissional em ensino científico e tecnológico e professora aposentada do Instituto Estadual de Educação Odão Felippe Pippi. Tem experiência na área de Matemática e Estatística, atuando principalmente nos seguintes temas: softwares estatísticos, aprendizado matemático, ambientes virtuais de aprendizagem inclusivos, práticas de ensino e formação de professores. Coordenadora do LIPI - Laboratório Interativo de Práticas Inclusivas.

Marlise Geller, ULBRA

Mestrado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1995) e doutorado em Informática na Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2004). Atualmente é professora adjunta da Universidade Luterana do Brasil, atuando no curso de Pedagogia e no PPGECIM (Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática). Principais interesses de pesquisa envolvem: Informática na Educação, Educação a Distância, Formação continuada de professores, Educação Inclusiva, Tecnologias Assistivas e inclusão digital. Atuou como professora-pesquisadora da Universidade Aberta do Brasil no projeto de Formação Continuada de Professores em Tecnologias da Informação e Comunicação Acessíveis (2001-2012). Coordenadora do LEI - Laboratório de Estudos de Inclusão do PPGECIM. Líder do Grupo de Pesquisa cadastrado no CNPq: Ensino de Ciências e Matemática na perspectiva da Educação Inclusiva. E-mail: marlise.geller@gmail.com.

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Publicado

17-07-2020

Como Citar

Franzin, R. de F., & Geller, M. (2020). Ações pedagógicas colaborativas e inclusivas na percepção do professor da educação básica e intérprete de libras no processo de formação continuada. INTERFACES DA EDUCAÇÃO, 10(30), 290–314. https://doi.org/10.26514/inter.v10i30.4022