Jornalismo Contextualizado com o Semiárido e Educação Contextualizada para a Convivência com o Semiárido

uma união que fortalece o protagonismo juvenil

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Autores

DOI:

https://doi.org/10.61389/inter.v14i40.5566

Palavras-chave:

Jornalismo, Educação, Contextualização, Semiárido, Análise Crítico Discursiva

Resumo

O Jornalismo Contextualizado com o Semiárido Brasileiro (JCSAB) e a Educação Contextualizada para a Convivência com o Semiárido (ECSAB) são propostas que compreendem essa região de modo coerente com as diversas realidades dos povos, culturas, natureza e costumes praticados. Buscam ainda enxergar as potencialidades e possibilidades do Semiárido brasileiro, bem como os desafios e problemas enfrentados pelas pessoas que moram nesse lugar, sem recorrer aos estereótipos da seca, da fome e miséria, que são frequentes no imaginário e na representação desse território. Este artigo investigou os resultados da articulação entre JCSAB e ECSAB, a partir da realização de uma Oficina de Jornalismo Contextualizado com o Semiárido na Escola Municipal João Borges de Sá/ Espaço Municipalizado Senhor do Bonfim, localizada na cidade de Uauá-BA. Foram examinadas sete reportagens produzidas por estudantes, resultado da referida oficina, por meio da análise crítico discursiva. Foi possível entender que as referidas propostas permitem aos/às jovens desenvolver habilidades, fazendo-os/as romper com representações homogêneas sobre essa região para dar visibilidade a aspectos do Semiárido que não se encontram, com frequência, na grande mídia, como a cultura, a educação, a história e o esporte, sem apelar para o fenômeno da seca ultrapassando, a barreira da paralisia do estereótipo.

 

Biografia do Autor

Neucimeire Santos de Souza, Universidade do Estado da Bahia

Departamento de Ciências Humanas, área ciências aplicadas

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Publicado

06-11-2023

Como Citar

Souza, N. S. de, & Paiva, C. C. da S. (2023). Jornalismo Contextualizado com o Semiárido e Educação Contextualizada para a Convivência com o Semiárido: uma união que fortalece o protagonismo juvenil. INTERFACES DA EDUCAÇÃO, 14(40), 41–61. https://doi.org/10.61389/inter.v14i40.5566