O NOME SOCIAL NA EDUCAÇÃO BÁSICA: abordagens sobre gênero na escola

Autores

  • Deisi Noro Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Livia Saiani Crespi Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Márcia Finimundi Nóbile Universidade Federal do Rio Grande do Sul

DOI:

https://doi.org/10.26514/inter.v10i28.3285

Palavras-chave:

nome social, formação, conhecimento.

Resumo

Este trabalho tem por finalidade analisar o impacto do direito ao uso do nome social por transgêneros nos registros escolares. Para isto, apresenta-se uma pesquisa qualitativa, de natureza aplicada, cunho documental e bibliográfico que perpassa os atos exarados pelo Conselho Nacional de Educação, as diferenças conceituais da transgeneridade sob a ótica da Associação Americana de Psiquiatria, da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Organização Mundial de Saúde e pondera sobre a repercussão e a resistência na aplicação do Programa Escola sem Homofobia, elaborado em 2004, que apresenta dinâmicas de trabalho que subsidiam práticas para reverberar o conhecimento e minimizar o preconceito que interfere num espaço que precisa ser de hegemonia do acolhimento, da escuta e da equidade. Os resultados apontam para a necessidade de transmutação do conhecimento empírico sobre a diversidade sexual e de gênero através de formação ampla e irrestrita, baseada nos Estudos de Gênero e nas Neurociências, direcionada aos profissionais que atuam nas escolas.

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Publicado

2019-06-26

Como Citar

Noro, D., Crespi, L. S., & Nóbile, M. F. (2019). O NOME SOCIAL NA EDUCAÇÃO BÁSICA: abordagens sobre gênero na escola. INTERFACES DA EDUCAÇÃO, 10(28), 07–28. https://doi.org/10.26514/inter.v10i28.3285